sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 65


VISITA AO COMANDO AÉREO - MONSANTO

A 5 de Dezembro, p. p. por iniciativa da actual Direcção/AACDN e, no culminar das actividades/eventos levados a cabo, durante o seu mandato, em prol dos seus Associados, “visitamos” o Comando Aéreo – Monsanto, com um programa aliciante:

Briefing do Comandante do CA.
Briefing do Combined Air Operations Centar 10.
Visita ao Combined Air Operations Centar 10 e Operações Nacionais.

Após a concentração, das várias viaturas pessoais na “Porta d´Armas” e, seguindo um Follow Me levaram-nos até ao Edifício de Comando, onde, por volta das 10h20, fomos recebidos com toda a afabilidade pelo Tenente-General Comandante Aéreo, José Tareco, acompanhado do Major-General Orlando Jimenez e pelo seu Chefe de Estado Maior, Coronel João Alves dando-nos as boas vindas num encontro de cortesia, preparatória da visita.

O Grupo, aderente ao evento (cerca de trinta associados) constitutivo de cursos, origens profissionais e de gerações díspares, assumiu, o convívio proporcionado, com elevadas expectativas, quer quanto ao decorrer da visita prevista, bem como, nos relacionamentos que se viviam, entre os presentes, porquanto alguns, tempos haviam que não se encontravam. O ambiente era o mais informal possível, denotando a existência de grandes amizades e consideração, mútuas. Foi o reforçar das relações, que se criaram e desenvolveram, quer durante o Curso, como, também, dos contactos posteriores e relacionamentos, havidos, de outros eventos.

Verificámos que, de entre os presentes, os colegas auditores, concorrentes aos cargos de Presidente da Direcção, da AACDN, davam-nos o prazer das suas presenças, facto aproveitado, por alguns de nós, para os primeiros contactos e solicitação de informação, quanto às próximas eleições, previstas para Fevereiro de 2012.

O ambiente, era de festa, mas também de trabalho, com uma certa curiosidade, latente, quanto às reais actividades e missões da FA e, das suas “capacidades” neste período de crise, em que o País se encontra.

Do que recebemos, “brifados” por quatro Oficiais superiores do CA, para além do Exmo Comandante, fica-nos como informação prestigiada e em resumo, o seguinte:

1. O Comando Aéreo é dirigido por um Tenente-General e tem como missão o planeamento, direcção e controlo dos sistemas de armas e actividade de defesa aérea do território nacional. Compete ainda a este comando a segurança de todas as unidades e órgãos da Força Aérea. A execução da Missão, é feita através do correspondente Estado-maior.

2. Para o cumprimento da Missão, possui diversas Unidades (Bases Aéreas; Aeródromos de Trânsito e de Manobra – Unidades de Vigilância e Detecção) e está organizado em Zonas Aéreas (Açores e Madeira) que possuem uma organização semelhante.

3. As aeronaves da FAP estão integradas em Esquadras de Voo dependentes, das Bases Aéreas, em consonância, com as correspondentes especificidades - esquadras de Instrução, de Caça, de Ataque, de Reconhecimento, de Transporte, de Patrulha Marítima, de Busca e Salvamento, de Tiro e de Função Especial.

4. Está-lhe atribuída a vigilância aérea, todo o “espaço aéreo” das Zonas das plataformas Nacionais, ZEE e Área de integração do Comando NATO, que integra, através das Unidades de Vigilância e Detecção (Fóia, Pilar, Montejunto e Terceira/Açores, Madeira.

5. Observamos que a ZEE portuguesa tem 1 727 408 Km2 de extensão geográfica, o que corresponde a 1,25% de toda a área oceânica sob jurisdição de um país. Portugal passará a ter uma área total de 3 027 408 km² (14,9 vezes a área de Portugal Continental, que o fará saltar para a 11.ª maior ZEE do mundo.

· Portugal Continental 327 667 km²
· Açores 953 633 km²
· Madeira 446 108 km²
· Portugal Total: 1 727 408 km²

6. Há “estruturas – meios materiais e humanos” permanentemente em serviço, 24H dia/365 dias ano, com um grau de “aprontamento” para a “acção” de 20 minutos.

7. Integra, também, para o cumprimento da sua missão – Unidades de Protecção da Força - Unidades de Policia Aérea, destinadas ao garante dos vários Destacamentos da FA nas respectivas Zonas Aéreas (Bases e Aeródromos), bem como, nos diferentes Teatros de Operações.

8. Com os seus meios (aeronaves e infra-estruturas) dá apoio e colabora com os outros Ramos das Forças Armadas – Marinha e Exército (participa de forma integrada, na defesa militar da República e, em acções de Segurança e Defesa do Estado), bem como, com outras Entidades (em Acções de Serviço Público) nomeadamente com a GNR, PSP, PJ e SNPC e, ainda, com o Ministério da Saúde/Hospitais-INEM, no transporte aeromédico.

9. De acordo com “acordos internacionais” a FA (com os seus meios), poderá integrar missões no âmbito da EUROFOR e/ou NATO.

10. Lei Orgânica da Força Aérea (Decreto-Lei 232/2009 de 15 de Setembro). A FA integra a Autoridade Aeronáutica Nacional e o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo.
Após os vários briefing sobre as várias áreas do CA – Pessoal, Operações, Logística e Comando e Instrução, devidamente acompanhados, iniciamos a visita ao (desejado) Combined Air Operations Centar 10 e Operações Nacionais local (cérebro), onde na prática, se realiza todo o acompanhamento da acção e controlo, das várias actividades incumbidas à FAP, integradas na sua Missão e, porque é responsável, perante a Nação.

A Visita foi muito agradável, foi formativa, importante e elucidativa. Tivemos o privilégio de muito aprendermos e, desse modo, adquirir os argumentos necessários para a justificar da necessidade, perante os nossos concidadãos, da indispensabilidade da existência de Forças Armadas, em constante serviço público, em prol das populações e que o Pais, não poderá dispensar.

Tenente General Pires Mateus
Dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 64



VISITA

REFÚGIO ABOIM ASCENÇÃO ILUMINA NATAL DE FARO


O Refúgio Aboim Ascensão cumpriu mais uma vez a tradição de acender as luzes de Natal na imponente árvore que domina o pátio da instituição, situada em Faro e superiormente dirigida pelo nosso associado Dr. Luís Villas-Boas. A cerimónia contou este ano com a presença da presidente da Assembleia da República, Doutora Assunção Esteves, que se fez acompanhar de uma delegação parlamentar multipartidária, e do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Prof. João de Almeida.

O acto, no qual a AACDN esteve formalmente representada, contou ainda com a presença de numerosas personalidades da vida política, social e económica da região algarvia, entre muitos outros convidados e amigos da instituição, tendo sido registado o número record de 1.029 visitantes.

O Refúgio Aboim Ascensão, como assinalou o seu director, acolhe presentemente 89 crianças em risco, com menos de seis anos, tendo atingido um índice de reencaminhamento de 75% para famílias recuperadas ou de adopção. Ali são também acolhidas e tratadas 14 crianças deficientes ou portadoras de doenças crónicas ou raras. O Dr. Villas-Boas enalteceu ainda «o apoio da segurança Social e de diversos organismos oficiais, bem como dos mecenas e o trabalho de uma equipa composta por 97% de mulheres, dentre as quais 24 são licenciadas em seis domínios diferentes, de muitos voluntários e quase 70 técnicas de acolhimento».

01 de Dezembro de 2011

Vasco Mascarenhas Grade
Sócio nº. 584/96

FOLHA INFORMATIVA Nº. 63


VISITA AO LABORATÓRIO MILITAR DE PRODUTOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS



A Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, a exemplo do que já vem sendo usual, organizou, no passado dia 26 de Novembro, mais um Sábado Cultural, desta vez a convite do Senhor Coronel Farmacêutico, General Augusto António dos Remédios, Director do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos de Lisboa (LMPQF).

Para além do Director e Sub-Director estiveram presentes todos os responsáveis pelas Unidades de Produção, de Análises Químicas e Biológicas, de Aprovisionamento, Comercial entre outros. O Laboratório tem, actualmente, ao serviço, 22 Quadros Militares e 84 civis.

Os Auditores que participaram nesta visita, tiveram a oportunidade de se aperceber da importância estratégica deste Laboratório, tanto na área da investigação e desenvolvimento, como na de produção de novos produtos farmacêuticos, prestação de serviços analíticos e sanitários, apoio logístico de aquisição, produção e distribuição de medicamentos e outro material sanitário e na formação de quadros militares na área das ciências farmacêuticas.

A missão do Laboratório Militar é Investigação e desenvolvimento; Intervenção em acções de cooperação militar; logística da aquisição, produção e distribuição de medicamentos e outro material de consumo sanitário; constituir reservas estratégicas para situações de emergência; prestar serviços analíticos e de sanitarismo; formação dos quadros militares; apoio farmacêutico aos utentes militares e à “família militar” em medicamentos e análises clínicas.

O Laboratório Militar desenvolve as seguintes actividades: Análise de águas, Controlo de qualidade de material, controlo microbiológico de ambientes, controlo de matérias‐primas e material sanitário produção de medicamentos e outros fármacos e reabastecimento e distribuição de medicamentos e outro material sanitário.

O LMPQF efectua ainda análises clínicas, como meio de diagnostico, nas áreas da, Hematologia, Química, Clínica, Endocrinologia, Virologia, Microbiologia, Parasitologia, Imunologia, Alergologia e Serologia.

O Laboratório coopera com outros serviços similares no desenvolvimento da Ciência, em paralelo com a Defesa, nas áreas da Química/Física Nuclear e Biologia e analisa produtos usados em “Green Brologica, Bioterrorismo, Biocrime e Bio‐Hacker. Dado o rigor destas análises, a recolha de produtos tem de ser feita de forma rápida, eficaz e segura por forma a identificar‐se com credibilidade máxima os químicos e biológicos, em tempo útil e com o máximo rigor.

O Laboratório tem grande preocupação pela manutenção de altos níveis de qualidade, o que faz com que o INFARMED recorra, frequentemente, ao LMPQF para verificação da esterilidade dos produtos e ambientes e, assim possa usar a designação UE, dado que o LMPQF é, acreditado junto da União Europeia, como Laboratório de Referência de Qualidade.


O Laboratório Militar é uma entidade pública mas com Autonomia Administrativa e Financeira. O seu orçamento não depende, totalmente, do Orçamento Geral do Estado, à excepção do pagamentos dos vencimentos dos 28 Quadros Militares que lá se encontram a prestar serviço. Quanto às despesas com o restante pessoal civil e outros custos, o seu pagamento decorre das receitas próprias geradas pela venda de medicamentos e serviços que o Laboratório executa.

Lisboa, 26 de Novembro 2011

Catulina Soares Guerreiro
Sócia nº. 804/03

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 62

CONFERÊNCIA "O NOVO QUADRO DE SEGURANÇA E DEFESA EUROPEIA. DESAFIOS E OPÇÕES PARA PORTUGAL"



A convite do Centro de Estudos EuroDefense-Portugal, a Associação fez-se representar na conferência "O Novo Quadro de Segurança e Defesa Europeia. Desafios e Opções para Portugal" que teve lugar no ISCSP no passado dia nove de Novembro.

Apresentaram comunicações os senhor general Abel Cabral Couto e as senhoras professoras doutoras Laura Ferreira-Pereira, Ana Isabel Xavier e Teresa Almeida e Silva.



Realce para a excelente intervenção do senhor general Cabral Couto, um dos nossos mais brilhantes especialistas em Estratégia que, aproveitando a actual situação de incerteza que se vive na Europa e as recentes declarações do Presidente francês, afirmou, nomeadamente, que devemos acreditar no velho continente e que a hora, sendo crítica para todos, incluindo Portugal (talvez a maior crise nacional desde 1890), poderá ser uma oportunidade para se repensarem novas vias. Quanto à Defesa e à Segurança, tendo-as interligado mas fazendo uma excelente análise dos dois conceitos, afirmou que uma boa Defesa pressupõe uma boa Segurança e que a Europa deu grandes saltos qualitativos desde 1945 e que a paz no continente é um bem a manter a todo o custo. Defendeu que a cooperação com os EUA é fundamental, que a solidariedade entre os europeus deverá ser constante e que na questão da logística, da aquisição dos materiais e dos custos e manutenção dos mesmos há que evitar duplicação de meios financeiros. Finalmente, e como nota de esperança, disse que temos de compreender o projecto europeu, reanalisar o Tratado de Lisboa, criar uma nova utopia para a Europa e ter em consideração que a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, de 1952, marcou o início de uma nova caminhada num continente que viveu sempre em guerra.


As outras três conferencistas abordaram questões processuais ligadas aos vários documentos jurídicos que constituem o suporte da estrutura legal da Europa comunitária, com realce para os aspectos mais directamente ligados ao nosso país.



No debate que se seguiu houve oportunidade de serem colocadas algumas questões mais polémicas a que os conferencistas deram as respostas que consideraram as mais oportunas.
Tratou-se, em síntese, de uma iniciativa que, no momento actual, não deixou de funcionar como uma mensagem para todos os participantes no evento, incluindo alunos da Escola Naval, da Academia Militar, da Academia da Força Aérea e da Escola Superior de Polícia.

Lisboa, 14 de Dezembro de 2011
Manuel Alves

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 61


APRESENTAÇÃO DE CUMPRIMENTOS AO SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO E DA DEFESA NACIONAL




A Presidente da Direcção da AACDN, Drª. Isabel Meirelles, acompanhada pela sua Vice-Presidente, Drª. Maria dio Céu Madeira e pelo Presidente do Conselho Fiscal, Dr. José da Silva Monteiro, deslocou-se ao Ministério da Defesa Nacional, com o fim de apresentar cumprimentos ao Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Dr. Paulo Braga Lino.


Esteve, igualmente, presente no encontro, o Chefe do Gabinete, Dr. Saldanha Serra, também ele associado da AACDN.


Após a apresentação de cumprimentos, o Senhor Secretário de Estado trocou impressões acerca de problemas de Segurança e Defesa com os elementos da Direcção, tendo sido afirmada a sua disponibilidade para colaborar, nomeadamente, no respeitante a estudos e pareceres técnicos no âmbito da Secretaria de Estado.


A Drª. Isabel Meirelles formolou votos dos maiores êxitos e felicidades ao Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Dr. Paulo Braga Lino, no exercício das suas funções e na condução dos destinos de Portugal.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 60


XI CONGRESSO NACIONAL DA AACDN - CONCLUSÕES



Portugal vive uma das mais profundas crises da sua História, e se é verdade que esta crise está longe de se circunscrever aos aspectos económicos e financeiros, também não é menos verdade que, são estes aspectos que, assumem particular acuidade.

Crise sistémica, de dimensão global, com raízes numa globalização desregulada e no predomínio dos interesses financeiros sobre a economia, desrespeito por elementares princípios éticos e morais, traduzindo-se, essencialmente, em baixa propensão ao investimento, fraco dinamismo da produção, crescentes desigualdades na distribuição da riqueza, desemprego e maior pobreza,

Entre nós, graves reduções feitas nas remunerações e nas pensões de larga franja da população portuguesa, a par do significativo aumento da carga fiscal, elevada taxa de desemprego e um quadro fortemente recessivo, parece-me serem motivos mais que suficientes para abalarem seriamente o nosso entusiasmo, a nossa alegria e, o que é mais grave, a nossa esperança num futuro próximo.

E porque me parece que é importante e também urgente implementar as condições que nos permitam o regresso à auto-estima, à confiança no futuro e ao estímulo no trabalho produtivo, num quadro solidário e de coesão social, o tema escolhido é como que o toque do clarim que, neste momento particularmente difícil, convoca todos os Auditores de Defesa Nacional a darem o seu contributo para que Portugal, orgulhoso do seu passado, da sua História, tenha a audácia, o golpe de asa, para criar as condições objectivas para voltar a sentir-se orgulhoso do seu presente e confiante no seu futuro.

Cientes de que sem riqueza produzida não pode haver distribuição satisfatória, todos temos que trabalhar mais e melhor, todos temos que ser mais empreendedores, mais inovadores e mais competitivos, valorizando a Marca Portugal.

Permitam-me que cite o Senhor Presidente da República quando na sua mensagem que nos enviou salientava que:
“A necessidade de crescimento económico é um imperativo nacional”.
A que eu acrescentaria que, para cumprimento deste imperativo, a Defesa da Marca Portugal é um desígnio nacional.

Como é timbre da AACDN, fizemos uma discussão franca e aberta, liberta de peias políticas, ideológicas ou de qualquer outra natureza, apenas e tão só animados pelo superior interesse de servir Portugal, no respeito pelos princípios e valores éticos, morais e de cidadania que nos regem e que buscam o seu fundamento nas normas estatutárias que a alicerçam a nossa Associação.
É que, tal como dizia na sessão inaugural o Senhor Secretário de Estado da Defesa, defender a Marca Portugal é também defender a soberania nacional.

No decurso do nosso XI Congresso, a Defesa da Marca Portugal foi discutida e analisada quer na Conferência Inaugural, e aqui saúdo o Prof. Adelino Maltez pela excelência da sua lição, quer nas 14 comunicações subsequentes que, de forma muito variada, mas tendo sempre como denominador comum a elevadíssima qualidade, enquadraram os temas e subtemas que constavam de tão vasto programa.
E, tal como previsível, a Marca Portugal, mais do que analisada e discutida foi defendida, podendo, em síntese, por mais relevante e mantendo a sequência das comunicações apresentadas, extrair as seguintes conclusões:

- No mundo globalizado em que vivemos, a identidade dos países, a sua Marca, no quadro da atitude comportamental do seu Povo e da sua actuação política, social, económica, cultural e ambiental, assume cada vez mais relevância.

- Serão as empresas e as pessoas que, por investirem no conhecimento, vão estar mais aptas a criar soluções diferentes e inovadoras, que melhor integrarão as expectativas dos consumidores e que, por via disso, serão mais competitivas e terão êxito.

- O facto de Portugal ser um país com escassos recursos energéticos, num cenário internacional de grande turbulência, a energia é uma questão central, nesta relevando a importância do recurso às energias alternativas, as quais além de potenciarem a produção e exportação de soluções com elevado valor acrescentado, reduzem a nossa dependência energética e reduzem as emissões de gases com efeito de estufa.

- Na afirmação da Marca Portugal é também exigível a mudança de atitude, de paradigma, apostar no desenvolvimento de projectos inovadores, com elevado perfil diferenciador, produção de novos bens, serviços e processos que suportem a sua progressão na cadeia de valor, estimulando o empreendedorismo qualificado e o investimento estruturante em novas áreas com potencial crescimento.

- No quadro de uma estratégia de internacionalização dos negócios, assegurando a convergência real de Portugal com os padrões dos nossos parceiros comunitários, salienta-se a também a importância da cooperação empresarial enquanto meio de reforço da competitividade, em especial, das PME’s.

- Reconhecemos que é necessária e urgente uma profunda mudança de paradigma da economia nacional, mas também europeia e mundial, assente em princípios de maior solidez ética, moral e também solidária.

- É necessário desenvolver projectos que assumam natureza estratégica e tenham como objectivo aglutinar diversas capacidades complementares, com vista à criação de novos produtos, processos e sistemas com alto conteúdo de inovação tecnológica, com efeitos mobilizadores no tecido económico, geradores de riqueza, de criação de postos de trabalho e com impactes significativos a nível multisectorial,

- Assumir como desafio estratégico uma economia desenvolvida, coesa e justa, assente na inovação, no empreendedorismo e na valorização do capital humano, natural e cultural.

- Valorizar na gestão das organizações, públicas e privadas a importância estratégica da informação, ajudando os decisores, a anteciparem-se às tendências dos mercados, a detectarem e avaliarem ameaças e oportunidades que se apresentem no seu ambiente de negócio e a definirem as acções ofensivas e defensivas mais adequadas às estratégias de desenvolvimento das suas organizações, sem perder de vista o contexto global do país.

- Portugal é, reconhecidamente, um destino turístico. Todavia, isso não invalida a necessidade e interesse em se insistir na promoção do turismo português, não apenas como o país do sol e mar, folclore e turismo de massas, mas também e, essencialmente, como um destino sofisticado, diferenciado pela cultura, património arquitectónico e paisagístico, pelos campos de golf, pelos desportos náuticos, pelos resorts de luxo, pelos hotéis de charme e pousadas, pelo turismo em espaço rural, etc.

- Importa apostar na inovação da gestão das empresas turísticas, na sua qualificação e na melhoria e eficácia do relacionamento destas com as entidades do poder central, regional e local, analisando-se também o interesse e a oportunidade de fusão de algumas destas entidades, com a consequente economia de recursos, de procedimentos, de tempo e de energias.

- A complexidade e importância do turismo justificam a criação de parcerias, bem como o fomento da colaboração entre os diversos intervenientes.

- Exige-se igualmente a reorganização e a requalificação da oferta turística.

- Como forma de incentivar o desenvolvimento da Marca Portugal, deve promover-se a divulgação do que de bom se faz em Portugal, sendo certo que temos muitos, variados e excelentes exemplos.

- Salienta-se também o interesse da criação de infra-estruturas de carácter nacional, tomando como exemplo o Porto de Sines que, tal como vimos nos indicadores do desempenho que nos foram apresentados, além de apresentar resultados positivos e constituição de provisões confortáveis, não obstante o “centro do mundo” se ter deslocado para a Ásia, passou de simples terminal de combustíveis nos anos 70 para um porto de referência à dimensão europeia, em dimensão e capacidade, designadamente, no que se refere aos granéis sólidos e carga geral, com excelentes condições para receber os maiores navios do mundo.

- O aumento da esperança média de vida, a par da preocupação social com a prevenção, a saúde e o bem estar são igualmente factores a considerar na oferta turística e Portugal possui, também nesta área, um roteiro turístico de excepção, salientando-se a excelência dos recursos hídricos e termais, a par da apreciável riqueza patrimonial, paisagística, gastronómica e cultural, prorcionando uma oferta turística com itinerários e conteúdos temáticos diversificados e de grande qualidade.

- Importa, contudo, que sejam criados parques temâticos e que sejam seleccionados produtos âncora.

- Importa, igualmente, que se preste atenção às tendências e expectativas dos turistas e se aposte na comunicação e na distribuição, como condição determinante da venda do produto.

- É, ainda, necessário proceder a uma correcta gestão dos recursos humanos, tanto ao nível da contratação, das qualificações, da formação, mas também da remuneração.

- Sendo a CPLP um foro privilegiado para o aprofundamento das relações entre os seus Estados-Membros, devem aproveitar-se os seus profundos laços históricos, culturais e linguísticos para projectar dentro desse espaço de cooperação entre iguais, mas também no plano externo, a coordenação de actividades das instituições públicas e de entidades privadas empenhadas no incremento da cooperação, numa adequada diplomacia económica, através de acções de parceria e de criação das condições para a circulação de informação sobre o ambiente de negócios e oportunidades de investimento privado, sendo, consequentemente, uma plataforma de grande interesse para a divulgação da Marca Portugal.

- Sendo a segurança um elemento determinante na escolha dos destinos turísticos, em cuja análise são considerados, designadamente, os índices de criminalidade, o risco de ocorrência de desastres naturais e climáticos ou atentados terroristas, importa privilegiar, como ponto forte da nossa oferta turística, o facto de Portugal ser um destino seguro.

- Todavia, tanto ao nível do nosso ordenamento jurídico, como no plano dos procedimentos de segurança, é necessário que sejam introduzidas as alterações que continuem a garantir a imagem de Portugal como destino turístico seguro.

- A razão de ser desta exigência, radica no facto de sem segurança não haver turismo.

- Para finalizar diria que, olhando o mundo, queremos afirmar Portugal como um país da Europa, mas virado para o mundo, com um povo criativo, receptivo a novas soluções, aberto à diferença, à inovação e à comunicação com outros povos.
Olhando Portugal, queremos acabar com o conformismo, promover a confiança para que os portugueses invistam em si próprios e empreendam, que invistam no conhecimento, na inovação de produto, que desenvolvam as suas capacidades de liderança e de inovação e que, tal como fizemos noutros tempos, sejam capazes de sonhar paras lá do que já existe.

- É necessário mudar a atitude de conformismo para uma alegria de ser, uma vontade de construir, sem medo de errar, estimulando a nossa capacidade colectiva de sonhar, de intuir e de criar.

- Que cada um de nós, ao seu nível de intervenção, não regatei esforços para que a Marca Portugal seja motivo de orgulho para todos os portugueses.

- Finalmente, dizer também e ainda em jeito de conclusão, que a semente em boa hora lançada pelo Instituto de Defesa Nacional encontrou terra fértil, continua a germinar e é por isso que os Auditores de Defesa Nacional aqui reunidos em Assembleia Magna vêm afirmar ao País que continuam a trilhar os Caminhos da Nação.

José Monteiro



Presidente do Conselho Fiscal