segunda-feira, 18 de junho de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 77

Visita de Estudo e Institucional da Delegação Centro da AACDN ao Concelho de Miranda do Corvo, em 02-06-2012 Conforme o programado, realizou-se, no passado dia 02/06/2012 (Sábado), a visita de estudo, que teve vinte e um participantes e compreendeu o seguinte: 09H30 – Deslocação de Coimbra para Miranda do Corvo em autocarro. 10H15 - Apresentação de Cumprimentos/Recepção no Auditório da Câmara Municipal de Miranda do Corvo. Pela Câmara Municipal de Miranda do Corvo (CMMC), a Senhora Presidente, Dra Fátima Ramos, no ato acompanhada pelo Senhor Vice-Presidente Reinaldo Couceiro, iniciou a cerimónia com simpáticas Boas Vindas a todos os participantes. De seguida iniciou o “briefing”, através de um discurso que proporcionou a todos uma visão muito interessante e abrangente sobre a história do concelho e as suas gentes, o seu património histórico e a sua atual sustentabilidade económica e social. Evidenciou a tradicional Vocação Solidária do concelho, berço da reconhecida Obra do Padre Américo, com a primeira Casa do Gaiato construída em Miranda do Corvo, e hoje dispersa pelo país, Angola, Moçambique e Brasil (organização), vocação atualmente demonstrada, sob outras formas, com a grande Fundação ADFP - Assistência Desenvolvimento e Formação Profissional (Centro Social Comunitário Dr. Jaime Ramos), Informou que a ADFP é constituída por Residência para Pessoas com Deficiência, Residência Assistida com Unidades de Cuidados Continuados, Centro de Emergência Infantil, Lar de Apoio à Vida e à Mulher, Residência Geriátrica, Clínica de Fisioterapia e Reabilitação, Centro de Dia, Atividades de Tempos Livres para Crianças, tendo todas em áreas de construção integradas, com área de construção total superior a 7.000 m2 , integrando ainda o Parque Biológico da Serra da Lousã, onde situa o Restaurante Museu da Chanfana. Referiu também os significativos investimentos efetuados na construção de Parques Eólicos no concelho, a sua riqueza florestal, o seu património histórico, os microclimas que proporcionam a existência de viveiros para produção de plantas, etc, . Fez, ainda, uma especial referência à secular ligação do concelho à cidade de Coimbra através da Linha do Caminho de Ferro da Lousã, atualmente em obras para integração na Metro Mondego, S.A. (MM) ou Sistema de Mobilidade do Mondego, tendo apelado à influência de todos para que a sua conclusão ocorra com a máxima brevidade, atendendo aos dramáticos prejuízos que estão a ocorrer no concelho e ao custo das obras já realizadas, da ordem dos cento e quarenta milhões de Euro. Pela AACDN, o Presidente da Delegação Centro, Engenheiro Aires Francisco, assumindo o orgulho de ter nascido no concelho, agradeceu à Câmara Municipal de Miranda do Corvo, na pessoa da sua Presidente, a disponibilidade para receber os Auditores do CDN e os seus Convidados, de Coimbra, Porto e Lisboa, que tão generosamente corresponderam à importância atribuída à Visita de Estudo, contribuindo, assim, para o cumprimento de um dos seus principais objetivos, que é a transferência para a sociedade dos conhecimentos adquiridos no CDN, nomeadamente através da adequada análise dos assuntos que lhe vão sendo apresentados e sua difusão pelos restantes associados. Agradeceu também a presença, entre os convidados, do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, Sr. Fernando Jorge, mostrando apreço pela sua presença. Realçou, ainda, a presença do colega auditor do CDN, Engenheiro João Gomes Rebelo, Administrador da MM, e que nessa qualidade iria ajudar os participantes na interpretação das obras a visitar na parte da tarde. Finalmente, evidenciou a presença, entre os participantes, dos Colegas auditores do CDN, Dr. Mário Pontes e Dra. Sandra Balão, respectivamente Tesoureiro e Vogal eleitos para a nova Direção Nacional da AACDN no passado dia 18/05/2012, e que ainda não haviam tomado posse, aproveitando para desejar-lhes as maiores felicidades. De seguida procedeu à apresentação dos titulares do Órgão Diretivo da Delegação Centro da AACDN, o próprio e os Vogais Dr. António Simões e Engº Paulo Palrilha, e a própria AACDN, enquanto Associação de Utilidade Pública que integra, como associados, os cidadãos habilitados com o Curso de Defesa nacional, do Instituto de Defesa Nacional e cuja actividade é estatutariamente relacionada com o “Reforço da Identidade Nacional”, e em particular com a “Segurança e Defesa Nacional”, em sentido amplo. Também reafirmou, o que já havia formalizado aquando do pedido de Recepção para a Apresentação de Cumprimentos, que a visita de estudo se destinava à actualização Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, os quais, enriquecidos com o acréscimo de conhecimentos obtidos no terreno, podem melhor fundamentar as suas próprias decisões no dia-a-dia e melhorar os seus contributos, através de opiniões e aconselhamentos, sempre que lhe sejam solicitados. No caso, era esperado que a actualização ocorresse pela verificação do que lhes fosse apresentado sobre o potencial do Concelho de Miranda do Corvo, nos âmbitos das “energias renováveis”, da “solidariedade” e das “infra-estruturas de transporte”(as áreas seleccionadas), nos “briefings” e visitas previstas à Câmara Municipal, ao Parque Eólico de Vila Nova, da EDP R, ao Parque Biológico da Serra da Lousã, da ADFP, onde decorreria o almoço dos participantes, e às obras do ramal ferroviário da MM, no concelho. Para terminar foi projetado um filme institucional da Câmara Municipal, que complementou a informação recebida sobre o Concelho. No final foram trocadas as tradicionais lembranças em ambiente muito cordial. Da parte da AACDN, o Engenheiro Aires Francisco fez a entrega da medalha institucional da AACDN à Senhora Presidente da Câmara, e do vaso com o logótipo da AACDN ao Comandante dos Bombeiros Voluntários, Senhor Fernando Jorge. Da parte da Câmara Municipal, a Dra. Fátima Ramos fez a entrega, ao Engenheiro Aires Francisco, da medalha institucional da Câmara Municipal, comemorativa do 1º centenário da morte de José Falcão, e de um exemplar do livro "República e Democracia", editado pela Câmara Municipal, sob a presidência da Dra Fátima Ramos, a propósito das comemorações do Centenário da República, o mesmo fazende ao colega auditor do CDN Dr. Mário Pontes, para a Direção nacional da AACDN, e procedendo ainda à entrega de lembranças do concelho a todos os participantes. 11H30 Visita ao Parque Eólico de Vila Nova, da EDP R e às Obras da MM. Nota : Foi acordado que as apresentações referentes ao Parque Eólico de Vila Nova II e às Obras do Ramal Ferroviário da MM seriam contíguas, por questões operacionais, ficando para a parte da tarde apenas a visita às obras da Metro Mondego. No Parque Eólico, a Delegação da AACDN foi simpaticamente recebida pelo Diretor - Geral da ENEOP 2, Engenheiro Pereira da Silva, também em representação da EDP R. O Engenheiro Pereira da Silva proporcionou aos participantes, a pedido do Presidente da Delegação da AACDN, uma visita a um dos aerogeradores, antes do “briefing”, para contextualização referente ao Parque Eólico de Vila Nova II, equipado com 12 aerogeradores de 2 MW, quase totalmente fabricados em Portugal, e com produção média anual de 73,5 GWh. A reunião em sala decorreu no auditório do Observatório Astronómico, junto do próprio Parque Eólico, pertencente à Junta de Freguesia de Vila Nova. Quanto à visita ao Parque Eólico : Pela AACDN, o Engenheiro Aires Francisco agradeceu à EDP R, na pessoa do Engenheiro Pereira da Silva, a disponibilidade para receber os participantes na visita ao Parque Eólico, e agradeceu ao Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova, entidade responsável pelo observatório, a sua presença no ato. Pela EDP R, o Engenheiro Pereira da Silva. deu conteúdo ao “Briefing”, iniciando com uma reflexão sobre o novo paradigma energético no enquadramento energético nacional atual, em que cerca de 80% da procura total de energia é satisfeita através combustíveis fósseis importados. Referiu, sintetizando, a contribuição da energia eólica em Portugal (4372 MW instalados) para a redução das importações, para a criação atual de 2500 postos de trabalho diretos, e para o desenvolvimento do interior do país (2,5% das vendas mais as contrapartidas mais as rendas aos proprietários). Realçou a presença da EDP R em onze países, mas tendo actualmente apenas cerca de 22 %, da potência eólica instalada em Portugal. Concluiu, realçando o “cluster” industrial em Portugal para as eólicas, com mais de 1900 novos postos de trabalho, contribuindo também para as exportações. Quanto à visita às obras do Ramal Ferroviário da Metro Mondego : Pela AACDN, o Engenheiro Aires Francisco agradeceu à MM, na pessoa do Administrador presente e colega Auditor do CDN, Engenheiro João Rebelo, a disponibilidade para a visita dos participantes à obra da Linha Ferroviária da MM que substituirá o Ramal do Caminho de Ferro da Lousã. Aproveitou para realçar o caráter virtuoso da complementaridade das atividades das duas entidades abordadas, já que uma delas produz energia elétrica de origem eólica na Serra da Lousã e a outra pretende substituir o transporte ferroviário da linha da Lousã, com recurso a energias fósseis, por outro, igualmente ferroviário, com recurso a eletricidade, especialmente tendo-se em conta que cerca de 60 % do défice externo do nosso país diz respeito à importação de energias primárias fósseis, sendo cerca de 40 % destas consumidas em transportes. Pela MM, o Engenheiro João Rebelo disse ser com muito gosto que assumia a dupla função de auditor do CDN e de representante da MM, iniciando de seguida a projeção de uma apresentação institucional, que foi comentando, sobre os objetivos da obra e sobre o seu ponto de situação atual. Começou por referir que o Metro Mondego é constituído por duas partes, uma urbana e outra suburbana, incidindo as obras actuais essencialmente no traçado suburbano. Depois de informar, com algum pormenor, sobre as obras já concluídas, onde faltam os carris e a catenária, informou que daria informação complementar aquando da visita, prevista para a parte da tarde, às estações de Corvo, Miranda do Corvo, Lobazes e Moinhos. No final das duas apresentações, o Engenheiro Aires Francisco fez a entrega da medalha institucional da AACDN a cada uma das duas Entidades, EDP R e MM, nas pessoas dos Engenheiros Pereira da Silva e João Rebelo, e ainda uma lembrança da AACDN ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia. O Engenheiro Pereira da Silva retribuiu com a oferta do livro "cães de gado", e o Engenheiro João Rebelo com a oferta de uma brochura sobre o Metro Mondego. 14h00 O almoço, que decorreu no Restaurante Museu da Chanfana, localizado no Parque Biológico da Serra da Lousã, proporcionou uma troca de impressões informal mas muito produtiva acerca dos assuntos tratados, e o sempre agradável convívio entre todos os participantes, auditores de vários cursos e convidados. 16H30 O Engenheiro João Rebelo acompanhou os participantes na visita a quatro Estações da MM em obra, localizadas em Corvo, Miranda do Corvo, Lobazes e Moinhos, todas no concelho de Miranda do Corvo. Em cada estação, e durante os trajetos, o Engenheiro João Rebelo deu os esclarecimentos que lhe foram solicitados. A visita terminou na estação da MM de Moinhos, tendo os participantes continuado a viagem de autocarro até Coimbra, como previsto, finalizando assim o programa. Com um grande Abraço a todos os Participantes, Aires Francisco, (Presidente da Delegação Centro da AACDN )

terça-feira, 22 de maio de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 76


Defender e Consolidar a Portugalidade, pela Ética e pelos Valores

FOLHA INFORMATIVA Nº. 76 | AACDN

Folha Informativa n.º 75


PROTOCOLO ENTRE A AACDN E O GOVERNO REGIONAL DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA NOVA DELEGAÇÃO REGIONAL DA MADEIRA

A Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional e o Governo Regional da Região Autónoma da Madeira celebraram hoje, dia 16 de Maio de 2012, pelas 15h30, na Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos – Palácio do Governo, no Funchal, um protocolo que visa acordar a cooperação no desenvolvimento da consciência e cultura da Segurança e da Defesa na sociedade civil através da realização de actividades conjuntas baseadas na troca de experiências e fomentando iniciativas de interesse comum.

A AACDN esteve representada na assinatura deste protocolo pela sua Presidente da Direcção, Dra. Isabel Meirelles e pelo associado Senhor Carlos Rodrigues Santos.

Foi, também, criada a nova Delegação Regional da Madeira da AACDN que terá como Presidente do Conselho Directivo, o Dr. Eduardo Brazão de Castro.

Estiveram presentes, para além de vários Auditores da Madeira, muitas individualidades da Região Autónoma, nomeadamente o Senhor Secretário Regional da Educação e Recursos Humanos, Dr. Jaime Manuel Gonçalves de Freitas, o Senhor General Comandante Operacional da RAM, Capitão-de-Mar-e-Guerra Amaral Frazão, o Senhor Comandante do AM3, Coronel Telmo Reis, representantes do SEF e do SIS, bem como outras autoridades da Região Autónoma da Madeira e a presença em força da comunicação social da região.

Funchal, 16 de Maio de 2012



Carlos Rodrigues Santos

Associado n.º 1001/92


terça-feira, 15 de maio de 2012

FOLHA INFORMATIVA N.º 74

 
VISITA DA AACDN À EADS EM SEVILHA


No seguimento do amável convite feito pela ADALEDE, um grupo de cerca de vinte auditores da AACDN deslocou-se à Andaluzia para, nos arredores da velha cidade de Sevilha, visitar as modernas e importantes instalações da empresa aeroespacial “EADS”, vocacionada para a construção de aviões, helicópteros e veículos espaciais e que, de momento, está empenhada em manter-se como leader europeu não obstante a grande concorrência que tem encontrado por parte do gigante norte-americano “Boeing”.

Não obstante o imenso calor que se fazia sentir na capital da província espanhola, a visita desenrolou-se tendo tido a simpática companhia de um senhor general da Força Aérea de Espanha, auditor e sócio da ADALEDE, o que emprestou ao evento um significado muito especial pois o recente encontro no Porto de membros das duas associações ibéricas cimentou futuras realizações a vários níveis, assim haja vontade e disponibilidade dos futuros órgãos da nossa associação.

A EADS de Sevilha, o ramo civil da “Airbus” tem-se dedicado à construção de aviões de transporte, concretamente, o “CN-235”, o “C-295” (de que a FAP possui doze exemplares) e o famoso “A-400M”, que poderá ser o futuro avião de transporte estratégico/táctico de muitas forças aéreas do mundo, não obstante os constantes atrasos que se têm verificado na sua construção, o que fez disparar os preços para cerca de duzentos milhões de euros por cada aparelho. 

Esta empresa, que emprega pessoal de alta qualificação técnica, e oriundo de vários Estados europeus, dispõe de tecnologia de ponta e de instalações modelares que fazem de Espanha um importante núcleo da construção de aviões militares em todo o mundo.

Para lá da construção de aviões, a EADS dedica‐se, também, à modernização de aparelhos, uns destinados à Força Aérea espanhola e outros às formações aéreas de outros países, como acontece de momento com os “P-3B Orion” que o Brasil adquiriu aos EUA e que estão a ser transformados em Sevilha segundo os requisitos brasileiros.

Nota-se, como se disse anteriormente, uma grande preocupação com o programa “A‐400M” pois a sua não concretização ou a existência de mais atrasos levarão ao eventual cancelamento de encomendas ou mesmo ao desinteresse de clientes fora da área geográfica da Europa, o que aconteceu já com a África do Sul, Chile e Malásia. De momento, este espectacular avião de transporte, onde os auditores portugueses se deixaram fotografar, está encomendado pela Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Luxemburgo e Reino Unido.

Portugal, que mostrou interesse, anos atrás, em adquirir três aparelhos, que poderiam substituir os “C-130H”, desistiu do negócio e perdeu, consequentemente, via OGMA, uma excelente oportunidade de modernizar a sua decadente indústria aeronáutica.

Após um briefing a que se seguiu uma cuidada visita aos vários pavilhões, sempre acompanhados por um alto responsável das EADS e do colega auditor espanhol, os auditores portugueses foram obsequiados com um excelente almoço que ajudou a recuperar as forças numa visita toda ela de grande interesse e significado estratégico.

Agora que os Estados da União Europeia apostam no desarmamento e em que os fundos dedicados à Defesa se mostram cada vez mais escassos, a visita às instalações da EADS em Sevilha serviu para um alerta: sem uma indústria de Defesa própria e que possa concorrer com os EUA, dificilmente a Europa poderá aspirar a ser autónoma na área crítica do desenvolvimento militar de ponta.

Que o futuro seja bem mais sorridente do que as muitas pistas apreendidas em Sevilha parecem, infelizmente, querer indiciar, são os nossos votos.

Cabe aos europeus responderem aos desafios com que se defrontam nesta década de tantas incertezas e de perigos escondidos.

Lisboa, 14 de Maio de 2012


Manuel Alves
Associado n.º 986/95

FOLHA INFORMATIVA N.º 73


CONCLUSÕES DA CONFERÊNCIA AACDN-ADALEDE

No sábado, dia 5 de Maio, deu-se a sessão de trabalho conjunta AACDN-ADALEDE.

O tema proposto pela Delegação Regional Norte da AACDN – e aceite pela ADALEDE - para este primeiro encontro de trabalho foi: “Portugal e Espanha como plataformas europeias para (e da) África e América Latina”

O modelo de trabalho proposto era inovador para iniciativas da Delegação Regional do Norte da AACDN: uma espécie de mesa redonda entre os representantes da ADALEDE, os auditores da AACDN e, por decisão conjunta, alguns cidadãos não-auditores mas interessados nas temáticas que a todos nós devem preocupar, nomeadamente as relativas à da disseminação da cultura de segurança e defesa, e a urgente superação da situação em que nos encontramos.

A metodologia de trabalho mostrou-se muito efectiva tendo permitido uma discussão animada, com diferentes pontos de vista a serem defendidos, e a participação de todos os presentes, sem excepções. Foi possível estabelecer não só algumas conclusões como apontar alguns caminhos para as nossas associações e para a sua cooperação futura.

Aqui ficam as que foram aprovadas como Conclusões desta primeira sessão de trabalhos conjunta:

A crise que afecta os nossos países e, de algum modo, toda a Europa, é grave. Começou por ser financeira. Hoje é económica. Pode – e esse deve ser um eixo e uma preocupação importante em termos de segurança colectiva e defesa nacional – tornar-se em crise social profunda. Há indícios de que tal pode acontecer em breve, com o aumento continuado do desemprego e o fim dos apoios às pessoas e famílias atingidas.

Muito em especial, este desemprego atinge os jovens (quase 50% no caso Espanhol) correndo o risco de se criar uma geração sem horizontes e sem esperança.

Mas estas mudanças levam também a outras mudanças, como noções de regresso à maior importância da célula familiar (com muitos filhos, mesmo casados, a regressarem a casa dos pais), e de modelos de comércio e produção tradicionais. Pode ser o tempo de inverter uma linha que se vem verificando: o de saber o preço de tudo, mas o valor de muito poucas.

O papel das nossas associações, e de cada um dos auditores, é ajudar a construir caminhos. As conclusões deste pequeno debate apontam necessariamente para a cooperação e para o reforço nos eixos da nossa expansão tradicional – América Latina e África (mais focado na África do Norte no caso Espanhol, mais focado na área Subsahariana no caso Português) – como meio de poder construir tais caminhos. Um tempo de regresso às origens.

A promoção das boas relações com estes povos e Estados, as questões da (e) e da (i) migração destes e para estes países, a igualdade de tratamento em termos de cidadania mas também em termos comerciais, são uma parte crítica deste processo de (re)internacionalização. Questões como as da nacionalização da YPF (Repsol) ou das Pautas Aduaneiras completamente desequilibradas entre os diferentes países, mostram como estamos longe de traduzir em realidade a “amizade” declarada.

Cooperar é também pensar e agir em conjunto em vez de ceder à tentação de tudo tentar sozinho. E isto estende-se à urgência de cooperação a nível Europeu em detrimento da sensação de exploração mútua: as desigualdades gritantes, ou o empréstimo de uns Estados a outros a taxas “usurárias” não são sustentáveis.

Estados devem estar mais centrados na vida real. Menos distantes. Devem e precisam apoiar estruturas internas - sociais e empresariais.

Fica como exemplo a seguir o dado pelo Vice-Presidente da ADALEDE: querem chegar a cooperar com a sua congénere Francesa, mas querem fazê-lo em parceria com a AACDN. Ao mesmo tempo, este conceito de cooperação como prioridade, em linha com as tendências e boas práticas mais actuais, de trabalho em rede e de co-trabalho, abrem para as nossas associações um eixo de projectos futuros: a disseminação da cultura de defesa interna passa também por esta noção de que a cooperação é uma prioridade.

Ficou, por fim, decidido que a ADALEDE e a ACCDN deveriam dar exemplo. E por isso ficou decidido que ambas as Associações deveriam tentar transmitir aos respectivos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia, Comércio e Indústria e, eventualmente, da Defesa, estas conclusões. O objectivo é demonstrar que a sociedade civil, os técnicos, os militares, pensam, têm soluções e querem transmiti-las. E devem fazê-lo.


Luis Maia
Associado n.º 673/99

FOLHA INFORMATIVA N.º 72



VISITA DA ADALEDE AO PORTO


A convite da Delegação Regional Norte da AACDN, estiveram no Porto representantes de uma delegação da ADALEDE, numa iniciativa que será com certeza apenas a primeira de uma longa e frutuosa cooperação.

A comitiva espanhola, composta pelo seu primeiro Vice-Presidente, Tenente General Carlos Gómez Arruche, acompanhado pela sua esposa, e vindo em representação do Presidente, Dom Antonio Colino, e pelo responsável pelas relações institucionais, José Maria Ozores Massó, após devidamente instalada, foi primeiramente recebida no Castelo de São João, sede do IDN no Porto. A simpática recepção, um Porto de Honra presidido pelo Professor António Vilar, em nome da Delegação Regional, contou com a presença de auditores de diversos cursos, e com a hospitalidade do Tenente Coronel Lourenço, em representação do Tenente Coronel Veloso, que está à frente da Delegação do IDN Porto, mas que partiu em missão precisamente neste dia (aprontamento para chefiar a missão Portuguesa ao Afeganistão que irá partir no Outono deste ano).

O jantar de boas vindas foi ocasião para boa a animada troca de impressões sobre a situação dos nossos países e associações, bem como para um convívio em redor de alguns produtos portugueses que foram muito apreciados e serviram para compensar a meteorologia adversa deste primeiro dia da visita da ADALEDE ao Porto.

O segundo dia iniciou‐se cedo, novamente no IDN do Porto, com a sessão de trabalho prevista, num seminário‐mesa redonda que teve na mesa o Vice-Presidente da ADALEDE, a Presidente da AACDN, Dra. Isabel Meirelles, e o Presidente da Delegação do Norte da AACDN, Professor AntónioVilar. E foi considerada unanimemente muito produtiva por todos os participantes, e sobre a qual faremos uma nota informativa específica. A sessão estendeu-se por toda a manhã.

O circuito histórico iniciou‐se pela “Ribeira”, coração da zona património mundial e o menu do almoço, num restaurante dos mais antigos da cidade, não poderia ser mais típico: feijoada e francesinha, conforme as escolhas.
Havia, pois, muitas calorias para sustentar uma caminhada que foi longa, e acompanhada de explicações sobre a cidade, a sua evolução e ligação à História de Portugal. Foi um privilégio ser o cicerone deste grupo, composto pela delegação da ADALEDE e da AACDN pelo Porto de Dom Hugo, muralha Fernandina, “ponte das Barcas”, Sé, Pelourinho, Avenida dos Aliados, Torre dos Clérigos, num visionamento cuidado dos azulejos da Estação de São Bento narrando episódios da nossa história e da nossa cultura, até à maravilhosa vista da Serra do Pilar e a visita às caves, num dia em que o sol decidiu marcar forte presença. Foi este conjunto que deixou os nossos visitantes, nas suas palavras, “maravilhados”.

Vímara Peres, D. Afonso Henriques, Egas Moniz, o Bispo do Porto Dom Hugo, D. João I, D. Fernando, o Infante D. Henrique, D. João II, D. Manuel, D. José, o Marquês de Pombal, D. Luis I, Oliveira Salazar ou Ernâni Lopes (negociação de adesão à EU) foram alguns dos nomes de personalidades da nossa história de que se falou ao longo do circuito histórico.

O programa alongou‐se e por isso a visita ao Palácio da Bolsa e à talha dourada da Igreja de São Francisco tiveram de ser preteridas mas, como previsto, tudo terminou num jantar em honra dos convidados. Na realidade ele deu‐se já em horário “espanhol” (eram já mais de 23 horas quando se iniciou) mas isso não impediu que fosse também ele muito animado e de fortalecimento de laços que são já fortes. As instituições são as pessoas e há uma grande vontade de trabalhar em conjunto, havendo já ideia de um seminário, em Espanha, talvez em Novembro.

No domingo o programa foi livre e ficamos satisfeitos por saber que os nossos convidados tiveram a curiosidade de completar o programa do dia anterior. Já noutro edifício com que ficaram muito bem impressionados, o aeroporto Francisco Sá Carneiro, foram sinceros e profundos os seus agradecimentos na hora da despedida.

Até breve.

Luís Maia
Associado n.º673/99

quarta-feira, 4 de abril de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 71

A Assinatura de mais do que um Protocolo de Cooperação




A Assinatura do Protocolo com a ADALEDE, nossa congénere espanhola, em Madrid, a 17 de Fevereiro de 2012 abre as portas a inúmeras oportunidades e pode ajudar a internacionalizar as actividades da AACDN e a transformá-la, cada vez mais, num Think Tank com relevo na definição da estratégia e das mais importantes políticas nacionais.



No passado dia 17 de Fevereiro decorreu, em Madrid, a assinatura do protocolo de cooperação entre a ADALEDE – Associación de Diplomados en Altos Estudos de la Defensa Nacional – e a AACDN.

Durante os dois dias da estadia em Madrid a delegação da AACDN foi sempre acompanhada pelo Presidente da ADALEDE, Dom Antonio Colino, e pelo seu 1.º Vice Presidente, Tenente General Carlos Arruche Gomez. A Delegação da AACDN foi composta por Dr.ª Isabel Meireles, Dr.ª Maria do Céu Madeira e Eng.º Américo Ferreira, em nome da Direcção, e por mim, sócio 673/99.

Para além da assinatura do Protocolo, o programa contemplou momentos de elevado interesse, nomeadamente:

- um passeio pedestre pela Madrid histórica, devidamente guiada pelos nossos anfitriões, que a partir da visita conseguiram dar uma visão global da história de Espanha desde os Reis Visigóticos, e do papel da cidade de Madrid nesse processo, desde Filipe I;

- um jantar no Teatro Real, em que para além do Presidente e 1.º Vice Presidente da ADALEDE estiveram presentes dois outros membros da Direcção, Carmen Rodriguez Augustin e Luís Lloret Gadea, e onde se debateu o Iberismo, o funcionamento dos Cursos nos dois países e, sobretudo, os possíveis modos de cooperação futura;

- uma interessantíssima visita ao Museo Naval de Madrid, em que fomos acompanhados por um outro membro da Direcção da ADALEDE, o Embaixador Salino (ex-embaixador do Reino de Espanha em São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, e que além de falar Português é um grande amigo e conhecedor de Portugal, tendo até sido sócio do Comércio do Porto). Tivemos o privilégio de ser guiados pelo Director da Fundação do Museu Naval, Don Emilio Aléman de la Escosura, numa visita ao Museu que se transformou num momento de aprendizagem sobre o papel da Marinha e do mar no desenvolvimento e na história de Espanha, bem como de um frutífero debate de ideias sobre a nossa História comum, em Terra e no Mar - com a devida polémica inerente a diferentes visões e versões - mas sempre com a cordialidade devida e um elevado sentido do humor do nosso anfitrião. A delegação teve ainda oportunidade de apresentar cumprimentos ao Director do Museu Naval de Madrid, Almirante Gonzalo Rodríguez González-Aller.

A delegação foi então conduzida até às instalações da CESEDEN - Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional - do Ministério da Defesa, onde a delegação da AACDN foi recebida pelo Director, Tenente General Alfonso de la Rosa Morena, e onde se juntaram a nós mais dois membros da Direcção da ADALEDE, José Maria Ozores Masso e Javier Ruiz de Ojeda (Secretário da Direção da ADALEDE).

O CESEDEN, em plena Avenida Castellana, nas proximidades do Ministério da Defesa, alberga a sede da EALEDE: Escuela de Altos Estudios de la Defensa (a entidade correspondente, grosso modo, ao IDN) e o ESFAS - Escuela Superior de las Fuerzas Armadas (aproximadamente equivalente ao Instituto de Estudos Superiores Militares), e funciona como casa-mãe da ADALEDE, tal como a delegação pode aprender durante a interessante apresentação do CESEDEN que foi conduzida pelo Tenente Coronel José Manuel Estévez Payeras.

Precedida do preenchimento do Livro de Honra do CESEDEN e antes do almoço de confraternização entre os membros da Direção da ADALEDE e da da CESEDEN e da delegação da AACDN, deu-se a dupla assinatura (uma em cada língua) do Protocolo de Cooperação entre a AACDN e ADALEDE, cujo conteúdo se pode conhecer no sítio da AACDN (www.aacdn.pt).

Este protocolo é o culminar de um processo que se iniciou há alguns meses, e que teve um primeiro momento de encontro com a presença de uma delegação da ADALEDE no Congresso da AACDN, no Algarve, em Outubro de 2011.

Luís Maia
Sócio nº. 673/99

sexta-feira, 9 de março de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 70




"A ACTUAL SITUAÇÃO ECONÓMICA DO PAÍS"




A Direcção da nossa Associação promoveu mais um jantar-debate e, considerando a grave crise económica e financeira que assola o nosso país, entendeu ser este o tema a debater.
Para conferencista convidou o Senhor Doutor Victor Bento, reputado economista, professor de economia, presidente do conselho de administração da SIBS e Conselheiro de Estado.
A importância e oportunidade da situação em debate, com os reflexos que, naturalmente, tem na vida de cada um de nós, bem como as altas qualificações do palestrante, estarão certamente na base de este ter sido um dos jantares-debate mais concorrido.
O jantar debate decorreu na messe de oficiais da Força Aérea, em Monsanto, no dia 15 do passado mês de Fevereiro.
A Presidente da Direcção, Dra. Isabel Meirelles, abriu a sessão, saudando o conferencista, os associados, acompanhantes e convidados.
A apresentação do orador foi feita pelo Dr. José Monteiro, Presidente do Conselho Fiscal, que a par de breves referências sobre o brilhante e extenso curriculum do Senhor Doutor Victor Bento, salientou o facto de este vir a alguns anos a alertar os decisores do nosso país para a necessidade de adopção de políticas que corrigissem a trajectória de agravamento do défict e que desenvolvessem a economia.
Tivemos a seguir a brilhante exposição do Senhor Doutor Victor Bento, que em linguagem fluente e simples, nos falou de coisas tão complexas como as causas da crise, a grave situação em que vivemos, as enormes dificuldades em sair dela, partilhando, ainda, connosco algumas das suas previsões quanto ao futuro da situação económica e financeira do nosso país e dos países da Zona Euro, bem como de algumas políticas que, em seu entender, deveriam ser implementadas.
Falou-nos das origens da crise financeira, do subprime, da derrocada de grandes instituições financeiras e das suas graves repercussões económicas e sociais nos Estados Unidos e na Europa.
Falou-nos do desemprego e da inevitabilidade de este se agravar, designadamente, ao nível das actividades mais tradicionais.
O interesse manifestado pelos associados em participar neste jantar-debate evidenciava bem a grande expectativa. Todavia, em minha convicção, esta foi largamente superada.
Terminada a parte expositiva, iniciou-se o período de debate e foram muitas, variadas e pertinentes as questões formuladas pelos associados, às quais o conferencista respondeu detalhadamente, com total abertura e com a simplicidade e o enorme saber que tinham caracterizado a conferência.
Este, foi o último jantar-debate promovido por esta Direcção, em fim de mandato, mas foi também, inquestionavelmente, mais um excelente jantar-debate.

José Monteiro
Presidente do Conselho Fiscal

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 69




VISITA DE ESTUDO/INSTITUCIONAL DA DELEGAÇÃO CENTRO DA AACDN AO INSTITUO PEDRO NUNES - COIMBRA



Conforme o planeado, realizou-se, no passado dia 10/02/2012 (Sexta Feira), a visita de estudo e institucional ao Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, que teve vinte e um participantes.

Atendendo à importância do ambiente eleitoral que se vive na AACDN, foram especialmente informadas as lideranças das duas Listas Candidatas aos órgãos Nacionais, de que seria uma honra para a Delegação Centro receber a inscrição de representantes seus como participantes na Visita de Estudo.

A Visita de Estudo decorreu conforme o seguinte Programa :

11h00 - Recepção no auditório do IPN.

Na recepção, a Presidente do IPN, Prof. Doutora Teresa Mendes, deu as boas vindas aos participantes e procedeu a uma breve descrição histórica do IPN, enquanto Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia, criado em 1991 como instituição de direito privado, de utilidade pública, sem fins lucrativos.

Realçou que a Missão do IPN é contribuir para transformar o tecido empresarial e as organizações em geral, promovendo uma cultura de inovação, qualidade, rigor e empreendedorismo, assente num sólido relacionamento Universidade/Empresa e actuando em três frentes que se reforçam e complementam: a investigação e desenvolvimento tecnológico, a consultadoria e serviços especializados, a incubação de ideias e empresas, e a formação especializada e divulgação de ciência e tecnologia.

Terminou agradecendo à AACDN, na pessoa do Presidente da Delegação Centro, a visita ao IPN, dizendo ter tido muito gosto em aceitar o pedido para a sua concretização, e informando que a apresentação detalhada da actividade do IPN seria efectuada pelo Doutor Carlos Cerqueira, Director da Inovação.

A Prof. Doutora Teresa Mendes aproveitou para disponibilizar, a todos os participantes, o “dossier” de apresentação institucional do IPN.

11h10 - Apresentação da AACDN pelo Presidente da Delegação Centro da AACDN.

Pela AACDN, o Presidente da Delegação Centro, Engº Aires Francisco, agradeceu à Presidente ao IPN a disponibilidade para receber a AACDN, realçando a excelente comunicação institucional estabelecida através da Directora do Departamento, Engª Patrícia Luiz, e também a todos os Participantes, Auditores do CDN e seus Convidados, de Lisboa, Porto e Coimbra, que tão generosamente corresponderam à importância atribuída à Visita de Estudo.

De seguida procedeu à apresentação da AACDN, enquanto Associação de Utilidade Pública que integra, como associados, os cidadãos habilitados com o Curso de Defesa Nacional, do Instituto de Defesa Nacional, e cuja actividade é estatutariamente relacionada com o “Reforço da Identidade Nacional”, e em particular com a “Segurança e Defesa Nacional”, em sentido amplo, onde, na actualidade, as Instituições de Ensino Superior, a Ciência, a Tecnologia e o Empreendedorismo, ocupam lugar de destaque.

Aproveitou também para, em nome da AACDN, felicitar o Instituto Pedro Nunes, na pessoa da sua Presidente, pelo prestígio nacional e internacional alcançado, e toda a Equipa do IPN, que constitui o exemplo de Capital Humano de Excelência em que é necessário apostar, e cujo esforço é justo e obrigatório reconhecer, por constituir um motivo de esperança para o nosso País, como é bem patente nos nossos dias .

Referiu

Como forma de assinalar a visita da AACDN ao IPN, o Engº Aires Francisco entregou à Prof. Doutora Teresa Mendes a medalha institucional da AACDN.

11h25 - Apresentação do IPN pelo Director de Inovação, Doutor Carlos Cerqueira.

O Doutor Carlos Cerqueira apresentou aos participantes uma agradável comunicação, através da qual, entre outra informação, salientou a experiência do IPN no interface Universidade/Empresa, através da Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Incubação de Empresas e Formação de alto nível, referindo os seus Laboratórios (de Automática e Sistemas - LAS, de Ensaios, Desgaste e Materiais- LED&MAT, de Informática e Sistemas - LIS, de Eletroanálise e Corrosão - LEC, de Geotecnia - LABGEO, etc,) como meios de transferência de tecnologia, ao trabalharem em consórcio com empresas, de que deu vários exemplos de projectos de sucesso.

Evidenciou também que, em 15 anos de incubação (1995-2010), o total de empresas encubadas foi superior a 150, das quais Spin-off da U. Coimbra superior a 65 %, empresas em actividade superior a 80 %, volume de negócios superior a 70 Milhões de Euros,, percentagem de exportação superior a 35 %, e emprego directo qualificado 1500, razão porque a incubadora do IPN foi considerada “ THE BEST SCIENCE BASED INCUBATOR OF 2010”.

Finalmente informou estar em construção uma Aceleradora de Empresas após a Incubação, para que mantenham acesso ao conhecimento, apoio na internacionalização e usufruto de ambiente de inovação .

11h45 – Visitas a Três Laboratórios, Guiada pelos Responsáveis.

Foi proporcionada aos participantes a visita sucessivamente ao LAS, guiada pelo Engº António Cunha, ao LABGEO, guiada pela Engª Maria Alexandre e ao LED&MAT, guiada pelo EngºJoão Paulo Dias.

)13h00 Almoço.

O almoço decorreu nas instalações do IPN, o que proporcionou uma troca de impressões informal mas muito produtiva acerca dos assuntos tratados, e o sempre agradável convívio entre todos os participantes, auditores de vários cursos, convidados e responsáveis do IPN.

14h30 : Visita a Três Empresas Encubadas, Apresentadas pelos Responsáveis

Seguiu-se a visita a três das empresas encubadas, a BlueTrend http://www.bluetrendtech.com/, apresentada pelo Engº Nuno Ivo, a iNovmapping, http://www.inovmapping.com/, apresentada pelo Drs Hugo Grácio e Rogério Coelho, e a WSBP http://www.wsbp.eu/, apresentada pelo Prof. Engº Manuel Gameiro.

16h00 Encerramento, café

A visita de estudo foi finalizada em ambiente informal, com a simpática oferta, pelo IPN, de um café.

Coimbra, 14/02/2012

Aires Francisco,
(Presidente da Delegação Centro da AACDN )

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 68



ASSINATURA DO PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A AACDN E A SEEDR


A Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional e a Seceretaria de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional assinaram um Protocolo de Cooperação visando consagrar a articulação entre o grupo de trabalho no âmbito da AACDN, que elaborará um documento que servirá de apoio à definição estratégica para o próximo Período de Programação 2014-2020, e o Gabinete do Secretário de Estado Adjunto, da Economia e Desenvolvimento Regional.

Como se sabe a Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional - AACDN é uma associação de fins não lucrativos e carácter apartidário cujos objectivos e actividades se baseiam no conceito global de Defesa Nacional. Esta parceria com a SEEDR é tão importante para a AACDN porquanto no seio da nossa Associação existem associados enquadrados nos diversos sectores de actividade existente no País e que, por força disso, poderão dar uma visão global da sociedade civil.

A AACDN esteve representada na assinatura deste protocolo pela sua Presidente, Drª. Isabel Meirelles, pela Vice-Presidente da Direcção, Drª. Maria do Céu Madeira e pelo associado Dr. Paulo Ramalheira Teixeira.

Esta parceria tem por objectivo a realização de encontros de trabalho e actividades de promoção do trabalho efectuado, sempre que as partes entendam por conveniente.

A partir deste momento, a AACDN espera e aceita contributos e manifestações de disponibilidade dos seus associados sem a participação dos quais será manifestamente impossível corresponder aos objectivos deste Protocolo.


Paulo Ramalheira Teixeira

Sócio nº. 825/03

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

X ENCONTRO PASC



A PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil, da qual a AACDN é associação fundadora, irá promover no dia 24 de Fevereiro, na Sociedade de Geografia (Lisboa), mais um Encontro Público, desta vez sobre “A Importância da Lusofonia”, assim debatendo, uma vez mais, as grandes questões estratégicas para o Futuro de Portugal.
Estamos num momento de viragem. Após décadas de aposta exclusiva na Integração Europeia, Portugal vira-se também para o Espaço Lusófono, compreendendo enfim o potencial, ainda por cumprir, dessa viragem estratégica.
Neste Fórum, iremos pois reflectir sobre esse Caminho de Convergência com os restantes países e regiões do Espaço Lusófono – no plano cultural, mas também social, económico e político.
Caminho que não será apenas benéfico para Portugal, como também para os restantes países e regiões do Espaço Lusófono. Daí, de resto, os dois momentos deste Encontro Público: “a Importância da Lusofonia para Portugal” e “para toda a Comunidade Lusófona” (cf. cartaz em anexo).
A finalizar a sessão, será entregue o “Prémio Personalidade Lusófona” ao Professor Adriano Moreira – iniciativa do MIL: Movimento Internacional Lusófono, entidade integrante da PASC e organizadora deste evento.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FOLHA INFORMATIVA Nº. 67




ADALEDE - Asociación de Diplomados en Altos Estúdios de la Defensa Nacional

A ADALEDE - Asociación de Diplomados en Altos Estúdios de la Defensa Nacional, de Espanha, associação congénere da AACDN, formada por antigos alunos do Cursos de Defensa Nacional e curso Monográfico ministrados pelo Centro Superior de Estúdios de Defensa Nacional de Espanha, foi criada em 2002, com o bjectivo de promover as relações entre os alunos da Escola de Altos Estúdios da Defensa e colaborar com as instituições do Estado na difusão da cultura de Defesa.
No sentido de estreitar laços com a AACDN, a ADALEDE esteve presente no Congresso da AACDN, subordinado ao tema "Em Defesa da Marca Portugal", realizado no Algarve, de 21 a 23 de Outubro de 2011, com uma delegação chefiada pelo seu Presidente, Don António Colino Martinez, o Vice-Presidente Tenenete General del Exército del Aire, Don Carlos Gomez Arruche e o Vogal da Junta Directiva, Don José María Ozores Massó.
Don António Colino Martinez fez uma breve apresentação da ADALEDE aos congressistas portugueses, tendo oferecido à Presidente da Direcção da AACDN, uma placa comemorativa "como reconocimiento a su labor a favor de la Defensa Nacional y en conmemoración de sus 30 años de su fundación", bem como um livro editado pela ADALEDE, intitulado "170 españoles opinan sobre sus militares", que poderá ser encontrado na sede da nossa Associação.
Com o objectivo de reflectir conjuntamente sobre os desafios que hoje se colocam aos dois Países, Portugal e Espanha, no contexto das Nações, as direcções de ambas as associaçãoes deliberaram promover a elaboração de um protocolo que será brevemente firmado.
Oportunamente daremos conta de mais detalhes.
Mais informações sobre a n/congénere poderão ser obtidas no site:

http://www.adalede.com

Maria do Céu Madeira
Vice-Presidente
Sócia nº. 826/03

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 66



ENCONTRO DE NATAL DA AACDN - 14 DE DEZEMBRO DE 2011

A Direcção da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional não poderia deixar passar mais uma época festiva e aproveitar para promover um convívio com os associados e amigos, o qual decorreu num ambiente de paz e de reflexão, nestes tempos em que o país tanto precisa da conjugação de esforços de todos nós para vencer mais uma crise nacional.

Os Associados e membros da Direcção, tal como no ano passado, comungaram do espírito de Natal e puderam reflectir em conjunto sobre a inegável importância da nossa Associação e a necessidade desta continuar a desenvolver actividades que a dignifiquem e, que irrepreensivelmente, sirvam os interesses de Portugal.

Este simbólico reencontro da Direcção e Associados pôde contar com umas dezenas de Auditores e nalguns casos, seus familiares, o que demonstrou o espírito de solidariedade que une os membros da AACDN, quer os da Direcção quer os Associados. Não podemos deixar de referir a Srª. D. Albertina Alves que é a pedra angular e quase secular desta Associação e que está sempre disponível para cumprir o compromisso de zelar pelos Associados e Associação.

Em prol da continuidade e na senda do cumprir o dever que nos assiste defender, esperamos que o mesmo tipo de iniciativa possa perdurar por longos anos, ao longo de todo o ano e, muito em especial, na época natalícia.

Catulina Soares Guerreiro
Sócia nº. 804/03

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 65


VISITA AO COMANDO AÉREO - MONSANTO

A 5 de Dezembro, p. p. por iniciativa da actual Direcção/AACDN e, no culminar das actividades/eventos levados a cabo, durante o seu mandato, em prol dos seus Associados, “visitamos” o Comando Aéreo – Monsanto, com um programa aliciante:

Briefing do Comandante do CA.
Briefing do Combined Air Operations Centar 10.
Visita ao Combined Air Operations Centar 10 e Operações Nacionais.

Após a concentração, das várias viaturas pessoais na “Porta d´Armas” e, seguindo um Follow Me levaram-nos até ao Edifício de Comando, onde, por volta das 10h20, fomos recebidos com toda a afabilidade pelo Tenente-General Comandante Aéreo, José Tareco, acompanhado do Major-General Orlando Jimenez e pelo seu Chefe de Estado Maior, Coronel João Alves dando-nos as boas vindas num encontro de cortesia, preparatória da visita.

O Grupo, aderente ao evento (cerca de trinta associados) constitutivo de cursos, origens profissionais e de gerações díspares, assumiu, o convívio proporcionado, com elevadas expectativas, quer quanto ao decorrer da visita prevista, bem como, nos relacionamentos que se viviam, entre os presentes, porquanto alguns, tempos haviam que não se encontravam. O ambiente era o mais informal possível, denotando a existência de grandes amizades e consideração, mútuas. Foi o reforçar das relações, que se criaram e desenvolveram, quer durante o Curso, como, também, dos contactos posteriores e relacionamentos, havidos, de outros eventos.

Verificámos que, de entre os presentes, os colegas auditores, concorrentes aos cargos de Presidente da Direcção, da AACDN, davam-nos o prazer das suas presenças, facto aproveitado, por alguns de nós, para os primeiros contactos e solicitação de informação, quanto às próximas eleições, previstas para Fevereiro de 2012.

O ambiente, era de festa, mas também de trabalho, com uma certa curiosidade, latente, quanto às reais actividades e missões da FA e, das suas “capacidades” neste período de crise, em que o País se encontra.

Do que recebemos, “brifados” por quatro Oficiais superiores do CA, para além do Exmo Comandante, fica-nos como informação prestigiada e em resumo, o seguinte:

1. O Comando Aéreo é dirigido por um Tenente-General e tem como missão o planeamento, direcção e controlo dos sistemas de armas e actividade de defesa aérea do território nacional. Compete ainda a este comando a segurança de todas as unidades e órgãos da Força Aérea. A execução da Missão, é feita através do correspondente Estado-maior.

2. Para o cumprimento da Missão, possui diversas Unidades (Bases Aéreas; Aeródromos de Trânsito e de Manobra – Unidades de Vigilância e Detecção) e está organizado em Zonas Aéreas (Açores e Madeira) que possuem uma organização semelhante.

3. As aeronaves da FAP estão integradas em Esquadras de Voo dependentes, das Bases Aéreas, em consonância, com as correspondentes especificidades - esquadras de Instrução, de Caça, de Ataque, de Reconhecimento, de Transporte, de Patrulha Marítima, de Busca e Salvamento, de Tiro e de Função Especial.

4. Está-lhe atribuída a vigilância aérea, todo o “espaço aéreo” das Zonas das plataformas Nacionais, ZEE e Área de integração do Comando NATO, que integra, através das Unidades de Vigilância e Detecção (Fóia, Pilar, Montejunto e Terceira/Açores, Madeira.

5. Observamos que a ZEE portuguesa tem 1 727 408 Km2 de extensão geográfica, o que corresponde a 1,25% de toda a área oceânica sob jurisdição de um país. Portugal passará a ter uma área total de 3 027 408 km² (14,9 vezes a área de Portugal Continental, que o fará saltar para a 11.ª maior ZEE do mundo.

· Portugal Continental 327 667 km²
· Açores 953 633 km²
· Madeira 446 108 km²
· Portugal Total: 1 727 408 km²

6. Há “estruturas – meios materiais e humanos” permanentemente em serviço, 24H dia/365 dias ano, com um grau de “aprontamento” para a “acção” de 20 minutos.

7. Integra, também, para o cumprimento da sua missão – Unidades de Protecção da Força - Unidades de Policia Aérea, destinadas ao garante dos vários Destacamentos da FA nas respectivas Zonas Aéreas (Bases e Aeródromos), bem como, nos diferentes Teatros de Operações.

8. Com os seus meios (aeronaves e infra-estruturas) dá apoio e colabora com os outros Ramos das Forças Armadas – Marinha e Exército (participa de forma integrada, na defesa militar da República e, em acções de Segurança e Defesa do Estado), bem como, com outras Entidades (em Acções de Serviço Público) nomeadamente com a GNR, PSP, PJ e SNPC e, ainda, com o Ministério da Saúde/Hospitais-INEM, no transporte aeromédico.

9. De acordo com “acordos internacionais” a FA (com os seus meios), poderá integrar missões no âmbito da EUROFOR e/ou NATO.

10. Lei Orgânica da Força Aérea (Decreto-Lei 232/2009 de 15 de Setembro). A FA integra a Autoridade Aeronáutica Nacional e o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo.
Após os vários briefing sobre as várias áreas do CA – Pessoal, Operações, Logística e Comando e Instrução, devidamente acompanhados, iniciamos a visita ao (desejado) Combined Air Operations Centar 10 e Operações Nacionais local (cérebro), onde na prática, se realiza todo o acompanhamento da acção e controlo, das várias actividades incumbidas à FAP, integradas na sua Missão e, porque é responsável, perante a Nação.

A Visita foi muito agradável, foi formativa, importante e elucidativa. Tivemos o privilégio de muito aprendermos e, desse modo, adquirir os argumentos necessários para a justificar da necessidade, perante os nossos concidadãos, da indispensabilidade da existência de Forças Armadas, em constante serviço público, em prol das populações e que o Pais, não poderá dispensar.

Tenente General Pires Mateus
Dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 64



VISITA

REFÚGIO ABOIM ASCENÇÃO ILUMINA NATAL DE FARO


O Refúgio Aboim Ascensão cumpriu mais uma vez a tradição de acender as luzes de Natal na imponente árvore que domina o pátio da instituição, situada em Faro e superiormente dirigida pelo nosso associado Dr. Luís Villas-Boas. A cerimónia contou este ano com a presença da presidente da Assembleia da República, Doutora Assunção Esteves, que se fez acompanhar de uma delegação parlamentar multipartidária, e do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Prof. João de Almeida.

O acto, no qual a AACDN esteve formalmente representada, contou ainda com a presença de numerosas personalidades da vida política, social e económica da região algarvia, entre muitos outros convidados e amigos da instituição, tendo sido registado o número record de 1.029 visitantes.

O Refúgio Aboim Ascensão, como assinalou o seu director, acolhe presentemente 89 crianças em risco, com menos de seis anos, tendo atingido um índice de reencaminhamento de 75% para famílias recuperadas ou de adopção. Ali são também acolhidas e tratadas 14 crianças deficientes ou portadoras de doenças crónicas ou raras. O Dr. Villas-Boas enalteceu ainda «o apoio da segurança Social e de diversos organismos oficiais, bem como dos mecenas e o trabalho de uma equipa composta por 97% de mulheres, dentre as quais 24 são licenciadas em seis domínios diferentes, de muitos voluntários e quase 70 técnicas de acolhimento».

01 de Dezembro de 2011

Vasco Mascarenhas Grade
Sócio nº. 584/96

FOLHA INFORMATIVA Nº. 63


VISITA AO LABORATÓRIO MILITAR DE PRODUTOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS



A Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, a exemplo do que já vem sendo usual, organizou, no passado dia 26 de Novembro, mais um Sábado Cultural, desta vez a convite do Senhor Coronel Farmacêutico, General Augusto António dos Remédios, Director do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos de Lisboa (LMPQF).

Para além do Director e Sub-Director estiveram presentes todos os responsáveis pelas Unidades de Produção, de Análises Químicas e Biológicas, de Aprovisionamento, Comercial entre outros. O Laboratório tem, actualmente, ao serviço, 22 Quadros Militares e 84 civis.

Os Auditores que participaram nesta visita, tiveram a oportunidade de se aperceber da importância estratégica deste Laboratório, tanto na área da investigação e desenvolvimento, como na de produção de novos produtos farmacêuticos, prestação de serviços analíticos e sanitários, apoio logístico de aquisição, produção e distribuição de medicamentos e outro material sanitário e na formação de quadros militares na área das ciências farmacêuticas.

A missão do Laboratório Militar é Investigação e desenvolvimento; Intervenção em acções de cooperação militar; logística da aquisição, produção e distribuição de medicamentos e outro material de consumo sanitário; constituir reservas estratégicas para situações de emergência; prestar serviços analíticos e de sanitarismo; formação dos quadros militares; apoio farmacêutico aos utentes militares e à “família militar” em medicamentos e análises clínicas.

O Laboratório Militar desenvolve as seguintes actividades: Análise de águas, Controlo de qualidade de material, controlo microbiológico de ambientes, controlo de matérias‐primas e material sanitário produção de medicamentos e outros fármacos e reabastecimento e distribuição de medicamentos e outro material sanitário.

O LMPQF efectua ainda análises clínicas, como meio de diagnostico, nas áreas da, Hematologia, Química, Clínica, Endocrinologia, Virologia, Microbiologia, Parasitologia, Imunologia, Alergologia e Serologia.

O Laboratório coopera com outros serviços similares no desenvolvimento da Ciência, em paralelo com a Defesa, nas áreas da Química/Física Nuclear e Biologia e analisa produtos usados em “Green Brologica, Bioterrorismo, Biocrime e Bio‐Hacker. Dado o rigor destas análises, a recolha de produtos tem de ser feita de forma rápida, eficaz e segura por forma a identificar‐se com credibilidade máxima os químicos e biológicos, em tempo útil e com o máximo rigor.

O Laboratório tem grande preocupação pela manutenção de altos níveis de qualidade, o que faz com que o INFARMED recorra, frequentemente, ao LMPQF para verificação da esterilidade dos produtos e ambientes e, assim possa usar a designação UE, dado que o LMPQF é, acreditado junto da União Europeia, como Laboratório de Referência de Qualidade.


O Laboratório Militar é uma entidade pública mas com Autonomia Administrativa e Financeira. O seu orçamento não depende, totalmente, do Orçamento Geral do Estado, à excepção do pagamentos dos vencimentos dos 28 Quadros Militares que lá se encontram a prestar serviço. Quanto às despesas com o restante pessoal civil e outros custos, o seu pagamento decorre das receitas próprias geradas pela venda de medicamentos e serviços que o Laboratório executa.

Lisboa, 26 de Novembro 2011

Catulina Soares Guerreiro
Sócia nº. 804/03

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 62

CONFERÊNCIA "O NOVO QUADRO DE SEGURANÇA E DEFESA EUROPEIA. DESAFIOS E OPÇÕES PARA PORTUGAL"



A convite do Centro de Estudos EuroDefense-Portugal, a Associação fez-se representar na conferência "O Novo Quadro de Segurança e Defesa Europeia. Desafios e Opções para Portugal" que teve lugar no ISCSP no passado dia nove de Novembro.

Apresentaram comunicações os senhor general Abel Cabral Couto e as senhoras professoras doutoras Laura Ferreira-Pereira, Ana Isabel Xavier e Teresa Almeida e Silva.



Realce para a excelente intervenção do senhor general Cabral Couto, um dos nossos mais brilhantes especialistas em Estratégia que, aproveitando a actual situação de incerteza que se vive na Europa e as recentes declarações do Presidente francês, afirmou, nomeadamente, que devemos acreditar no velho continente e que a hora, sendo crítica para todos, incluindo Portugal (talvez a maior crise nacional desde 1890), poderá ser uma oportunidade para se repensarem novas vias. Quanto à Defesa e à Segurança, tendo-as interligado mas fazendo uma excelente análise dos dois conceitos, afirmou que uma boa Defesa pressupõe uma boa Segurança e que a Europa deu grandes saltos qualitativos desde 1945 e que a paz no continente é um bem a manter a todo o custo. Defendeu que a cooperação com os EUA é fundamental, que a solidariedade entre os europeus deverá ser constante e que na questão da logística, da aquisição dos materiais e dos custos e manutenção dos mesmos há que evitar duplicação de meios financeiros. Finalmente, e como nota de esperança, disse que temos de compreender o projecto europeu, reanalisar o Tratado de Lisboa, criar uma nova utopia para a Europa e ter em consideração que a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, de 1952, marcou o início de uma nova caminhada num continente que viveu sempre em guerra.


As outras três conferencistas abordaram questões processuais ligadas aos vários documentos jurídicos que constituem o suporte da estrutura legal da Europa comunitária, com realce para os aspectos mais directamente ligados ao nosso país.



No debate que se seguiu houve oportunidade de serem colocadas algumas questões mais polémicas a que os conferencistas deram as respostas que consideraram as mais oportunas.
Tratou-se, em síntese, de uma iniciativa que, no momento actual, não deixou de funcionar como uma mensagem para todos os participantes no evento, incluindo alunos da Escola Naval, da Academia Militar, da Academia da Força Aérea e da Escola Superior de Polícia.

Lisboa, 14 de Dezembro de 2011
Manuel Alves

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 61


APRESENTAÇÃO DE CUMPRIMENTOS AO SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO E DA DEFESA NACIONAL




A Presidente da Direcção da AACDN, Drª. Isabel Meirelles, acompanhada pela sua Vice-Presidente, Drª. Maria dio Céu Madeira e pelo Presidente do Conselho Fiscal, Dr. José da Silva Monteiro, deslocou-se ao Ministério da Defesa Nacional, com o fim de apresentar cumprimentos ao Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Dr. Paulo Braga Lino.


Esteve, igualmente, presente no encontro, o Chefe do Gabinete, Dr. Saldanha Serra, também ele associado da AACDN.


Após a apresentação de cumprimentos, o Senhor Secretário de Estado trocou impressões acerca de problemas de Segurança e Defesa com os elementos da Direcção, tendo sido afirmada a sua disponibilidade para colaborar, nomeadamente, no respeitante a estudos e pareceres técnicos no âmbito da Secretaria de Estado.


A Drª. Isabel Meirelles formolou votos dos maiores êxitos e felicidades ao Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Dr. Paulo Braga Lino, no exercício das suas funções e na condução dos destinos de Portugal.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

FOLHA INFORMATIVA Nº. 60


XI CONGRESSO NACIONAL DA AACDN - CONCLUSÕES



Portugal vive uma das mais profundas crises da sua História, e se é verdade que esta crise está longe de se circunscrever aos aspectos económicos e financeiros, também não é menos verdade que, são estes aspectos que, assumem particular acuidade.

Crise sistémica, de dimensão global, com raízes numa globalização desregulada e no predomínio dos interesses financeiros sobre a economia, desrespeito por elementares princípios éticos e morais, traduzindo-se, essencialmente, em baixa propensão ao investimento, fraco dinamismo da produção, crescentes desigualdades na distribuição da riqueza, desemprego e maior pobreza,

Entre nós, graves reduções feitas nas remunerações e nas pensões de larga franja da população portuguesa, a par do significativo aumento da carga fiscal, elevada taxa de desemprego e um quadro fortemente recessivo, parece-me serem motivos mais que suficientes para abalarem seriamente o nosso entusiasmo, a nossa alegria e, o que é mais grave, a nossa esperança num futuro próximo.

E porque me parece que é importante e também urgente implementar as condições que nos permitam o regresso à auto-estima, à confiança no futuro e ao estímulo no trabalho produtivo, num quadro solidário e de coesão social, o tema escolhido é como que o toque do clarim que, neste momento particularmente difícil, convoca todos os Auditores de Defesa Nacional a darem o seu contributo para que Portugal, orgulhoso do seu passado, da sua História, tenha a audácia, o golpe de asa, para criar as condições objectivas para voltar a sentir-se orgulhoso do seu presente e confiante no seu futuro.

Cientes de que sem riqueza produzida não pode haver distribuição satisfatória, todos temos que trabalhar mais e melhor, todos temos que ser mais empreendedores, mais inovadores e mais competitivos, valorizando a Marca Portugal.

Permitam-me que cite o Senhor Presidente da República quando na sua mensagem que nos enviou salientava que:
“A necessidade de crescimento económico é um imperativo nacional”.
A que eu acrescentaria que, para cumprimento deste imperativo, a Defesa da Marca Portugal é um desígnio nacional.

Como é timbre da AACDN, fizemos uma discussão franca e aberta, liberta de peias políticas, ideológicas ou de qualquer outra natureza, apenas e tão só animados pelo superior interesse de servir Portugal, no respeito pelos princípios e valores éticos, morais e de cidadania que nos regem e que buscam o seu fundamento nas normas estatutárias que a alicerçam a nossa Associação.
É que, tal como dizia na sessão inaugural o Senhor Secretário de Estado da Defesa, defender a Marca Portugal é também defender a soberania nacional.

No decurso do nosso XI Congresso, a Defesa da Marca Portugal foi discutida e analisada quer na Conferência Inaugural, e aqui saúdo o Prof. Adelino Maltez pela excelência da sua lição, quer nas 14 comunicações subsequentes que, de forma muito variada, mas tendo sempre como denominador comum a elevadíssima qualidade, enquadraram os temas e subtemas que constavam de tão vasto programa.
E, tal como previsível, a Marca Portugal, mais do que analisada e discutida foi defendida, podendo, em síntese, por mais relevante e mantendo a sequência das comunicações apresentadas, extrair as seguintes conclusões:

- No mundo globalizado em que vivemos, a identidade dos países, a sua Marca, no quadro da atitude comportamental do seu Povo e da sua actuação política, social, económica, cultural e ambiental, assume cada vez mais relevância.

- Serão as empresas e as pessoas que, por investirem no conhecimento, vão estar mais aptas a criar soluções diferentes e inovadoras, que melhor integrarão as expectativas dos consumidores e que, por via disso, serão mais competitivas e terão êxito.

- O facto de Portugal ser um país com escassos recursos energéticos, num cenário internacional de grande turbulência, a energia é uma questão central, nesta relevando a importância do recurso às energias alternativas, as quais além de potenciarem a produção e exportação de soluções com elevado valor acrescentado, reduzem a nossa dependência energética e reduzem as emissões de gases com efeito de estufa.

- Na afirmação da Marca Portugal é também exigível a mudança de atitude, de paradigma, apostar no desenvolvimento de projectos inovadores, com elevado perfil diferenciador, produção de novos bens, serviços e processos que suportem a sua progressão na cadeia de valor, estimulando o empreendedorismo qualificado e o investimento estruturante em novas áreas com potencial crescimento.

- No quadro de uma estratégia de internacionalização dos negócios, assegurando a convergência real de Portugal com os padrões dos nossos parceiros comunitários, salienta-se a também a importância da cooperação empresarial enquanto meio de reforço da competitividade, em especial, das PME’s.

- Reconhecemos que é necessária e urgente uma profunda mudança de paradigma da economia nacional, mas também europeia e mundial, assente em princípios de maior solidez ética, moral e também solidária.

- É necessário desenvolver projectos que assumam natureza estratégica e tenham como objectivo aglutinar diversas capacidades complementares, com vista à criação de novos produtos, processos e sistemas com alto conteúdo de inovação tecnológica, com efeitos mobilizadores no tecido económico, geradores de riqueza, de criação de postos de trabalho e com impactes significativos a nível multisectorial,

- Assumir como desafio estratégico uma economia desenvolvida, coesa e justa, assente na inovação, no empreendedorismo e na valorização do capital humano, natural e cultural.

- Valorizar na gestão das organizações, públicas e privadas a importância estratégica da informação, ajudando os decisores, a anteciparem-se às tendências dos mercados, a detectarem e avaliarem ameaças e oportunidades que se apresentem no seu ambiente de negócio e a definirem as acções ofensivas e defensivas mais adequadas às estratégias de desenvolvimento das suas organizações, sem perder de vista o contexto global do país.

- Portugal é, reconhecidamente, um destino turístico. Todavia, isso não invalida a necessidade e interesse em se insistir na promoção do turismo português, não apenas como o país do sol e mar, folclore e turismo de massas, mas também e, essencialmente, como um destino sofisticado, diferenciado pela cultura, património arquitectónico e paisagístico, pelos campos de golf, pelos desportos náuticos, pelos resorts de luxo, pelos hotéis de charme e pousadas, pelo turismo em espaço rural, etc.

- Importa apostar na inovação da gestão das empresas turísticas, na sua qualificação e na melhoria e eficácia do relacionamento destas com as entidades do poder central, regional e local, analisando-se também o interesse e a oportunidade de fusão de algumas destas entidades, com a consequente economia de recursos, de procedimentos, de tempo e de energias.

- A complexidade e importância do turismo justificam a criação de parcerias, bem como o fomento da colaboração entre os diversos intervenientes.

- Exige-se igualmente a reorganização e a requalificação da oferta turística.

- Como forma de incentivar o desenvolvimento da Marca Portugal, deve promover-se a divulgação do que de bom se faz em Portugal, sendo certo que temos muitos, variados e excelentes exemplos.

- Salienta-se também o interesse da criação de infra-estruturas de carácter nacional, tomando como exemplo o Porto de Sines que, tal como vimos nos indicadores do desempenho que nos foram apresentados, além de apresentar resultados positivos e constituição de provisões confortáveis, não obstante o “centro do mundo” se ter deslocado para a Ásia, passou de simples terminal de combustíveis nos anos 70 para um porto de referência à dimensão europeia, em dimensão e capacidade, designadamente, no que se refere aos granéis sólidos e carga geral, com excelentes condições para receber os maiores navios do mundo.

- O aumento da esperança média de vida, a par da preocupação social com a prevenção, a saúde e o bem estar são igualmente factores a considerar na oferta turística e Portugal possui, também nesta área, um roteiro turístico de excepção, salientando-se a excelência dos recursos hídricos e termais, a par da apreciável riqueza patrimonial, paisagística, gastronómica e cultural, prorcionando uma oferta turística com itinerários e conteúdos temáticos diversificados e de grande qualidade.

- Importa, contudo, que sejam criados parques temâticos e que sejam seleccionados produtos âncora.

- Importa, igualmente, que se preste atenção às tendências e expectativas dos turistas e se aposte na comunicação e na distribuição, como condição determinante da venda do produto.

- É, ainda, necessário proceder a uma correcta gestão dos recursos humanos, tanto ao nível da contratação, das qualificações, da formação, mas também da remuneração.

- Sendo a CPLP um foro privilegiado para o aprofundamento das relações entre os seus Estados-Membros, devem aproveitar-se os seus profundos laços históricos, culturais e linguísticos para projectar dentro desse espaço de cooperação entre iguais, mas também no plano externo, a coordenação de actividades das instituições públicas e de entidades privadas empenhadas no incremento da cooperação, numa adequada diplomacia económica, através de acções de parceria e de criação das condições para a circulação de informação sobre o ambiente de negócios e oportunidades de investimento privado, sendo, consequentemente, uma plataforma de grande interesse para a divulgação da Marca Portugal.

- Sendo a segurança um elemento determinante na escolha dos destinos turísticos, em cuja análise são considerados, designadamente, os índices de criminalidade, o risco de ocorrência de desastres naturais e climáticos ou atentados terroristas, importa privilegiar, como ponto forte da nossa oferta turística, o facto de Portugal ser um destino seguro.

- Todavia, tanto ao nível do nosso ordenamento jurídico, como no plano dos procedimentos de segurança, é necessário que sejam introduzidas as alterações que continuem a garantir a imagem de Portugal como destino turístico seguro.

- A razão de ser desta exigência, radica no facto de sem segurança não haver turismo.

- Para finalizar diria que, olhando o mundo, queremos afirmar Portugal como um país da Europa, mas virado para o mundo, com um povo criativo, receptivo a novas soluções, aberto à diferença, à inovação e à comunicação com outros povos.
Olhando Portugal, queremos acabar com o conformismo, promover a confiança para que os portugueses invistam em si próprios e empreendam, que invistam no conhecimento, na inovação de produto, que desenvolvam as suas capacidades de liderança e de inovação e que, tal como fizemos noutros tempos, sejam capazes de sonhar paras lá do que já existe.

- É necessário mudar a atitude de conformismo para uma alegria de ser, uma vontade de construir, sem medo de errar, estimulando a nossa capacidade colectiva de sonhar, de intuir e de criar.

- Que cada um de nós, ao seu nível de intervenção, não regatei esforços para que a Marca Portugal seja motivo de orgulho para todos os portugueses.

- Finalmente, dizer também e ainda em jeito de conclusão, que a semente em boa hora lançada pelo Instituto de Defesa Nacional encontrou terra fértil, continua a germinar e é por isso que os Auditores de Defesa Nacional aqui reunidos em Assembleia Magna vêm afirmar ao País que continuam a trilhar os Caminhos da Nação.

José Monteiro



Presidente do Conselho Fiscal