quinta-feira, 13 de maio de 2010

Resumo da Visita a Alcobaça

Chuvoso e caloroso, foi assim o dia 8 de Maio, na visita dos Auditores da AACDN à Cidade de Alcobaça. Chuva forte seguiu-nos do autocarro ao Mosteiro, primeira etapa da cultura, onde 45 participantes foram recebidos de maneira aberta e afável pelo Dr. Rui Rasquilho, antigo Director do Convento Museu, e agora nosso guia privilegiado. A introdução ao conhecimento iniciou-se na Igreja, no transepto - obra do início do Sec XIII - em resultado de doação do primeiro Rei a S. Bernardo, monge branco de Cister. O Mosteiro constituiu-se como uma das maiores Igrejas Cistercienses, cuja evolução ao longo dos séculos lhe misturaram as origens e os mistérios da construção gótica e românica. Os túmulos de Pedro e Inês evidenciam a pujança da arte e da imaginação. Seguiu-se o Claustro do Silêncio, com a Virgem a desafiar a natureza e a surgir o milagre. A Sala do Capítulo, o dormitório, o parlatório, a enorme cozinha, o refeitório, o lavabo. Terminando na Sala dos Reis, ou do Povo?


Mais ricos de conhecimento, e agradecendo ao Dr Rui Rasquilho, seguimos a chuva até à Câmara Municipal de Alcobaça onde nos esperava o Presidente, Dr. Paulo Jorge Marques Inácio, para uma audiência de cumprimentos no Salão Nobre dos Paços do Concelho.


E mais chuva em direcção a uma refeição regional, mistura de prazeres da mesa com os prazeres das boas companhias e conversas. Afinal, é também este convívio um dos pontos fortes no sucesso destas visitas.

Como previsto, fomos seguidamente a Cós, uma das antigas povoações dos Coutos do Mosteiro de Alcobaça, de que dista 7 kms. Aí encontrámos algo que assombra: restos do antigo Mosteiro, profundamente destruído em 1834. Destaca-se uma Igreja com um belíssimo altar mor de talha dourada, do início da arte barroca em Portugal, com azulejos setecentistas e tectos apainelados e um magnífico coro monástico.

Uma intimidade espiritual que nos rebaixa à condição humana, e faz pensar que, só por isto, terá valido a pena este Sábado Cultural em Alcobaça.

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